Qual a melhor idade para aprender a tocar bateria?

Você sabe qual a idade certa para começar a aprender uma nova habilidade?

Como saber se você está muito velho para começar a jogar xadrez, para exercitar um novo idioma ou para começar a tocar um instrumento musical?

Depois de anos ensinando bateria para públicos de todas as idades, Marques Galles decidiu desmistificar essa história de que só se pode aprender algo novo na infância.

Descubra aqui quais as diferenças entre o aprendizado de crianças e de adultos e qual a melhor idade para começar a aprender bateria. Boa leitura!

Criança x Adulto: Qual a idade certa para aprender uma nova habilidade?

A bateria é um instrumento musical complexo e sedutor, o que o torna o sonho de muitas pessoas, seja para aprendizado profissional ou para descontração com a família e amigos nos fins de semana e em eventos sociais.

Infelizmente, muitas pessoas que sonham com aprender a tocar bateria não dão início às aulas ou ao curso de bateria porque estão desmotivados, imaginando-se velhos demais para desenvolver uma nova habilidade.

Qual a idade certa para começar a tocar bateria?

Qual a diferença entre um adulto e uma criança que estão aprendendo bateria?

Curso de bateria: Quando começar?

Marques Galles deu seus primeiros passos na bateria com 13 anos de idade. Há muitos que acreditam que essa é uma idade avançada para começar uma habilidade nova, mas será?

Galles estuda profissionalmente música há cerca de 15 anos e já lecionou para turmas de todas as idades, desde crianças de 3 ou 4 anos de idade até idosos com 60 anos ou mais. E sabe o que ele percebeu ao longo dessa experiência como professor de bateria?

Ele percebeu que:

  1. As crianças não tem tanta facilidade assim
  2. Adultos de qualquer idade podem chegar ao nível profissional com aulas de bateria

Depois de muitas aulas e com amplo conhecimento sobre o funcionamento dos processos de aprendizagem para cada idade, Marques percebeu que estava na hora de falar com você, que tem 20, 35 ou 50 anos de idade e se acha tiozão demais para começar as aulas de bateria e alcançar o seu sonho.

Sim, galera, tem um monte de gente com seus 20 ou 30 e poucos se achando velho demais para aprender um instrumento musical.

A infância é a melhor etapa para aprender bateria?

Achar que estamos velhos para desenvolver uma nova habilidade é muito comum, seja no contexto musical ou em qualquer outro ambiente.

Isso acontece devido à crendice de que as crianças são esponjas que aprendem com facilidade e, consequentemente, qualquer outra idade será imprópria para o aprendizado.

Infelizmente, essa ideia distorcida sobre a infância impede que as pessoas dêem início nos seus sonhos, deixando engavetados projetos que podem trazer mais prazer e alegria para os seus dias, para a sua autoestima e para o seu bem-estar.

É verdade que as crianças aprendem com mais facilidade e agilidade que os adultos. Mas, você sabe o quê elas aprendem com mais facilidade? Basicamente, todas as habilidades necessárias ao desenvolvimento normal de seres humanos, como:

  • Falar
  • Caminhar
  • Se alimentar
  • Aspectos associados ao humor e personalidade
  • Manias comportamentais

Ou seja, as crianças têm maior facilidade para aprenderem habilidades comportamentais, que são aquelas habilidades que você depende da imitação de comportamentos externos.

Habilidades técnicas e de raciocínio, como o necessário para as aulas de bateria, não são o forte das crianças. Na verdade, as crianças não tem a menor facilidade para aprenderem esse tipo de habilidade. Você sabia disso?

Você sabia que Marques já ensinou bateria para mais de 600 crianças com idades entre 3 e 12 anos? E você sabia que dessas 600 crianças apenas uma possuía facilidade com o instrumento?

Isso mesmo: depois de dar aulas de bateria para mais de 600 crianças, apenas uma delas tinha facilidade. A criança em questão não tem aquele talento genial, quase romântico que costuma ser vendido pela televisão, mas é verdade que era uma criança com facilidade.

O restante das crianças viam na música apenas um momento de brincadeira e descontração.

A tendência é que nenhuma daquelas 600 crianças que tiveram aulas de bateria venham a se tornar músicos depois de adolescentes ou adultos. Isso porque as aulas não passavam de um momento lúdico de brincadeira, e ponto final.

Criança que cresceu em ambiente musical x Criança que NÃO cresceu em ambiente musical

A diferença fundamental entre um adulto que passou a infância em ambiente musical e um adulto que não teve essa experiência é apenas uma: familiaridade.

A criança que cresceu no ambiente musical terá maior proximidade com o instrumento, de modo que haverá uma familiaridade nos momentos iniciais, mas não mais que isso.

Uma criança que não cresceu em ambiente musical, mas é apaixonado por música e quer se dedicar a isso terá que familiarizar-se com o instrumento e com o ambiente.

Essa familiarização não é sinônimo de maior facilidade, uma vez que a mesma pode ou não influenciar no aprendizado do adulto. De modo geral, o que realmente faz a diferença no momento da aprendizagem de bateria é a sua dedicação e empenho prestado às aulas, aos exercícios e ao instrumento.

Quanto mais você exercitar, quanto mais aulas fizer, mais rápido você evoluirá e melhor será o seu aproveitamento.

Por falar em aproveitamento, você sabia que turmas de adultos costumam render até 90% melhor que turmas de crianças? E você sabe porquê?

Aula de bateria para adultos: Rendimento e Aproveitamento

Aquelas crianças que bombam na televisão, na internet ou nas redes sociais porque tocam super bem e são prodígios são isso mesmo: prodígios. Elas são exceção da regra. São raríssimas. São uma em um milhão.

As crianças não tem nenhuma facilidade de aprender habilidades que envolvem técnica, como as aulas de bateria exigem de seus alunos.

Esse é um dos motivos principais que faz com que turmas de adultos sejam muito mais proveitosas: os adultos têm melhores condições de desenvolver técnica, lógica e ritmo que qualquer criança.

Outro item que faz com que as aulas para adultos sejam muito melhores que as aulas para crianças diz respeito à finalidade daquele estudo. Afinal, para quê você está estudando? Qual o seu objetivo com o curso de bateria?

Os adultos sabem muito melhor o que querem da vida, você não concorda? Ok, ok, nós não sabemos o segredo da vida nem temos garantia de que nosso desejo de hoje será nosso desejo de amanhã. Mas quem sabe? Não se cobre tanto assim. O fato é que os adultos têm maior clareza sobre os seus desejos e sobre aquilo que lhes causa satisfação, prazer, frustração ou receios.

Assim, os adultos estão todo o tempo desenvolvendo projetos, comportamentos ou habilidades para alcançar os seus objetivos. É comum adultos entrarem na faculdade para crescerem profissionalmente. É comum adultos estudarem um novo idioma para se candidatar a um cargo melhor. É comum adultos dedicarem semanas, meses ou anos em cursos de pós-graduação ou na mudança de área para garantir a manutenção de seus empregos.

Mas você já parou para pensar por que os adultos mobilizam-se tanto quando o assunto é o seu trabalho e, ao mesmo tempo, parecem deixar engavetado projetos muito mais simples, rápidos ou baratos que lhe tragam prazer e satisfação pessoal?

Aulas de bateria na vida adulta

A música é matemática. A música é lógica. O ritmo é totalmente matemático. Os arranjos e improvisações são lógica pura.

A música é 100% racional.

Somente os adultos conseguem desenvolver essas habilidades adequadamente, isso porque somente os adultos têm capacidade de mesclarem seus desejos e determinação com disciplina e com racionalidade.

Você sabia que é possível adultos de 50 ou 60 anos desenvolverem habilidades musicais profissionais?

Isso mesmo: adultos de qualquer idade podem tocar profissionalmente. Basta levantar do sofá e decidir deixar essas angústias e esses medos de lado.

Por quê deixar o medo te paralisar, se você tem essa vontade de aprender algo novo e de impressionar os outros e a si mesmo?

Você tem 30, 50 ou 70 anos e acha que o curso de bateria não vale a pena? Que não te levará a lugar nenhum? Deixe esses sentimentos negativos na gaveta e abra espaço para algo inovador na sua rotina, seja com o objetivo de se profissionalizar ou de adicionar alegria e animação para os seus dias.

Acredite em você: você pode se tornar um músico extraordinário ou levar uma vida mais feliz e plena com a satisfação e o prazer obtido através de uma experiência nova.

Gostou do conteúdo e quer aprender mais sobre bateria? Acompanhe o blog e o canal do Youtube de Marques Galles.

Quer entender melhor a diferença entre as aulas de bateria para crianças e para adultos? Veja aqui o próprio Galles contando a sua experiência!

Qual a técnica de mão mais importante para aprender bateria?

Conheça aqui três exercícios básicos para aprender uma das técnicas mais importantes de mãos para quem deseja ser um baterista profissional: a técnica de pêndulo. Não sabe o que é isso? Descubra aqui.


Aula de Bateria – Qual a técnica de mão mais importante para aprender bateria?

As técnicas de mão estão entre os temas mais sérios e mais importantes de qualquer curso ou aula de bateria, sabia? Isso porque nenhum baterista profissional ou amador conseguirá produzir sons limpos e fluidos se não dominar exercícios básicos e técnicas simples que envolvem, naturalmente, as suas mãos, braços, punhos e etc.

A dica mais importante que um professor de bateria pode te dar é a seguinte: concentre-se na técnica ensinada neste artigo. Ela é a mais importante para a aprendizagem da bateria e, claro, para você se tornar o baterista que deseja.

Neste artigo você aprenderá todos os macetes sobre o rebote e a pinça: a técnica de mãos mais importante que qualquer baterista precisa saber. Boa leitura!

Por que aprender rebote e pinça na aula de bateria?

O rebote e a pinça é um exercício básico, simples, sem grandes segredos. Por esse motivo mesmo, é muito comum vermos alunos de bateria que o ignoram e tentam “pular” esta fase. Atenção: Não faça isso!

Essa técnica é considerada por diversos bateristas profissionais como a mais importante porque a mesma corresponde ao primeiro passo de uma longa caminhada que te levará ao profissionalismo. Bacana, não é?

Aprender bateria é muito mais simples do que parece, mas é necessário dedicação e disciplina. Com isso, não pule etapas e não tente “dar uma de esperto” pra cima da bateria, ok? No fim, o prejudicado será você.

Com o rebote e a pinça dominadas você conseguirá aprender toques simples e duplos, sendo estas as técnicas mais importantes para aprender as viradas e grooves; mas esses são passos posteriores, ok?

Vamos começar entendendo melhor o rebote e a pinça, que são fundamentais para você desenvolver fluidez enquanto toca bateria, além de aprender a forma correta de extravasar suas mãos durante os ensaios.

Alunos de cursos de bateria que se dedicam ao rebote e pinça e dão a devida importância a este exercício demonstram aproveitamento de 100% logo nos primeiros dias de aula. Show, né?

É normal sentir dores enquanto treino bateria?

Sim e não. É muito comum sentir dores, principalmente nas mãos, braços e musculares. Isso ocorre porque a bateria é um instrumento que movimenta todo seu corpo, exigindo demais das suas energias. Por esse motivo, costuma-se dizer que é super normal sentir essas dores.

Entretanto, você sabia que boa parte das dores e desconfortos ocorridos durante ou após os treinos estão associados com o manuseio errado da bateria e suas extensões, como a baqueta, por exemplo?

Isso mesmo: aprendendo técnicas simples de postura e movimento você reduzirá significativamente seu desconforto e as dores, além de melhorar a qualidade do som produzido e, consequentemente, a sua qualidade como um baterista cada vez mais profissional.

Rebote: Qual a sua importância?

Bem, o rebote é o princípio de tudo nas aulas de bateria. É a partir desta técnica que você poderá orquestrar diferentes tipos de ritmos de forma correta.

Com as aulas de bateria disponibilizadas pelo professor Marques Galles você aprenderá tudo sobre bateria, iniciando pelos movimentos básicos, como o rebote e pinça.

A técnica de rebote te ajudará a produzir sons limpos, fluidos e de alta qualidade com conforto e fazendo o menor esforço necessário – muuiitooo menor do que você imagina!

As aulas e exercícios de bateria cansam, afinal, é um instrumento complexo e cheio de possibilidades. Por esse motivo, quanto menos energia você dispor nos movimentos, será melhor para você, certo?

Conheça aqui a técnica de pêndulo de rebote e pinça e comece a se tornar um baterista profissional agora mesmo.

Pêndulo, rebote e pinça

O exercício de pêndulo é excelente para a paciência e trata-se, basicamente, de fazer o movimento de pêndulo com uso das baquetas. Simples, não? É, nem tanto… Vamos entender melhor.

Para que você consiga deixar a baqueta batendo levemente sobre a pele da bateria, imitando o movimento de um pêndulo, ou seja, fazendo rebotes; é necessário que você aplique a pressão correta na pinça.

Lembre-se: a força colocada na pinça determinará a qualidade do seu rebote e do som produzido.

Quanta força colocar na pinça da bateria?

Basicamente, a menor possível.

Se você segurar as baquetas com força demais, com as mãos muito travadas ou fechadas você estará percorrendo o percurso para o fracasso: não há como tocar bateria de forma fluida desse modo.

O exercício do pêndulo é fundamental para você aprender como segurar a baqueta, quanta pressão colocar na pinça e o que fazer com seu corpo enquanto toca bateria.

Dominando a pressão da pinça e a técnica do pêndulo, você estará pronto aprender todas as técnicas e toques de bateria mais avançados.

Mãos travadas na bateria

Bateristas que não desenvolveram corretamente a técnica de pêndulo com o rebote e pinça costumam tocar com as mãos travadas e tensionadas, produzindo sons também fragmentados e tensos. E, bem: tudo que é rígido e travado demais uma hora quebra, certo?

Profissionais de bateria que não calibraram corretamente em suas aulas a pressão sobre a pinça têm maior propensão à dores, tendinites e outros problemas advindos do esforço e dos movimentos.

Aula profissional de bateria – Exercício do pêndulo

O exercício do pêndulo com rebote e pinça é fragmentado em três fases, e você deve dominar uma fase para passar à seguinte, ok? Isso facilitará muito seu aprendizado.

Fase 1: Rebote

Segure a baqueta e utilize apenas o punho para movimentar a baqueta e deixá-la cair sobre a pele da bateria.

Tenha cuidado para manter os ombros e o restante dos braços imóveis, é somente os punhos que farão parte desse movimento. Lembre-se que queremos economizar movimentos, de forma que a ideia é alcançar o som perfeito da forma mais econômica e confortável possível.

No momento que a baqueta tocar a pele da bateria você deve lançar para frente os dedos da mão (basicamente, faça o movimento de abrir os dedos).

Assim, após a baqueta tocar na pele e você lançar os dedos para frente a baqueta deverá estar apoiada somente na pinça.

É simples: faça o single e no momento que a baqueta tocar na pele você lança os dedos para frente, como se estivesse jogando uma bolinha ou outro objeto para alguém buscar. Fácil, não é mesmo?

Esse impulso te ajudará a ter um toque mais forte.

Feito este toque, você deve deixar a baqueta quicar até ela parar naturalmente. Lembre-se de não influenciar no ritmo da baqueta: ela deve tocar na pele de forma natural, a partir de seu próprio peso.

Sim, é um exercício de paciência!

Rebote: Primeiras tentativas

As primeiras tentativas de rebote na técnica de pêndulo te darão muita agonia, mas não desista.

O que poderá acontecer nos exercícios iniciais?

  • A baqueta cairá no chão
  • Você ficará ansioso, frustrado, bravo
  • A baqueta ficará desconfortável na sua mão

O lado positivo (e muito!) é que não levará mais que vinte ou trinta minutos de exercício para você começar a notar a diferença.

De forma gradativa, você perceberá que o toque está ficando mais natural e que sua mão e a baqueta estarão se entendendo muito melhor.

O que você deve cuidar para não fazer?

  • Segurar a baqueta com mais força ou pressão que a necessária
  • Desistir nos primeiros minutos por frustração ou ansiedade
  • Imitar o rebote da baqueta com o punho, mantendo-a quicando por mais tempo que o necessário

Pode parecer chato ou monótono, mas é fundamental que seu punho fique totalmente parado durante o exercício. Deixe que a baqueta faça todo o trabalho: é ela que definirá quanto tempo a mesma ficará quicando, ok?

Faça o exercício e mantenha o seu punho e antebraço parados e alinhados entre si. Deixe que o peso da baqueta faça o trabalho de pêndulo.

O seu trabalho deve ser manter a pressão correta na pinça, e só. E lembre-se de manter a menor força possível, pois qualquer travamento sobre a pinça influenciará na baqueta e, consequentemente, em todo o exercício.

Fase 2: Toques sequenciais

Dominado o pêndulo, está na hora de progredir para a segunda etapa dessa aula de bateria.

Agora você deverá fazer quatro toques com a mão direita e quatro toques com a mão esquerda.

Lembrete: feche a mão entre os toques para fazer a baqueta parar totalmente.

Todo baterista profissional domina o rebote e pinça com ambas as mãos, então está na hora de exercitar elas, ok?

O objetivo desta fase é você conseguir o máximo de rebotes quanto for possível, fazendo uso exclusivo do peso da baqueta e da pressão na pinça.

Você perceberá que com o andamento dos treinos a duração dos rebotes ficará cada vez maior.

Faça quatro toques com a mão direita, faça quatro toques com a mão esquerda. Faça quatro toques com a mão direita, faça quatro toques com a mão esquerda, e assim sucessivamente. Treine até dominar esta fase e sentir-se tranquilo com ela.

Fase 3: Mãos alternadas

Depois de fazer quatro toques com cada mão está na hora de começar com os toques alternados.

Agora você deverá fazer um toque com a mão esquerda e um toque com a mão direita, um toque com a mão esquerda e um toque com a mão direita, e assim sucessivamente. Agora você já está bem mais perto de produzir músicas, não é mesmo?

Ao longo dos exercícios desta etapa você perceberá que o intervalo entre os toques será reduzido de forma gradativa. Ou seja, quanto mais você exercitar, mais rápido serão os toques produzidos.

Simples, não é? Então vamos recapitular:

  1. Treine a pressão sobre a pinça e o pêndulo
  2. Faça quatro exercícios com cada mão
  3. Faça um toque com cada mão

Essas são as fases básicas para aprender rebote e pinça nas aulas de bateria. Nada de outro mundo, certo?

Apenas tome cuidado para não cair na tentação de ignorar esse exercício e “pular fases” do treinamento, isso poderá colocar seu aprendizado a perder.

Lembre-se que todos os bateristas profissionais do mundo dominam essas técnicas básicas e, sem elas, você não conseguirá desenvolver o rulo e outras viradas profissionais de forma adequada.

Quer entender melhor essas três fases com alguns exemplos? Então assista a aula-vídeo e tire todas as suas dúvidas através dos comentários.

Ponha um ponto final nas mãos travadas e aprenda definitivamente como ter fluidez no seu toque com essas dicas exclusivas disponíveis apenas no nosso blog.Precisa de mais dicas básicas para iniciar os treinos de bateria? Leia este artigo sobre o metrônomo e aprenda a utilizá-lo em 5 minutos!


Curso de Bateria – Aprenda Usar o Metrônomo em 5 Minutos

Descubra aqui qual a função do metrônomo, sua importância para as aulas de bateria e aprenda alguns exercícios básicos e simples para começar a tocar bateria hoje mesmo.

Curso de Bateria – Aprenda Usar o Metrônomo em 5 Minutos

A bateria é um dos instrumentos musicais mais versáteis e difíceis de tocar, isso porque ele requer primazia do baterista na sua sintonia entre mãos e braços, pernas e, claro, com o tempo. O que é a música sem o tempo, não é mesmo?

Um dos itens fundamentais para aqueles que desejam tocar bateria corretamente é compreender a função do metrônomo. Neste texto você aprenderá a usar esse artigo fundamental do universo musical corretamente, de forma simples e rápida. Boa leitura!

Bateria e Metrônomo: entenda a relação

Tocar bateria implica, em muito, saber medir, ou saber “segurar” o tempo. Isso significa, basicamente, que todos os professores e cursos de bateria deveriam começar explicando a funcionalidade do metrônomo e sua importância para o aprendizado da bateria.

Você sabia que muitos iniciantes e mesmo bateristas de nível intermediário mostram dificuldades em usar o metrônomo? Isso pode ser resultado da ideia que este mecanismo é um objeto totalmente separado da bateria, uma coisa à parte. Mas este é um erro: tire isso da cabeça agora mesmo!

Compreender o metrônomo como uma parte da sua bateria vai fazer com que você pare de o ver apenas  como um aparelho chato que fica apitando o tempo todo.

Se você está aprendendo a tocar agora, esse é o melhor momento para começar a trabalhar com esse equipamento indispensável a quem pretende tornar-se baterista profissional.

Mas afinal, o que é metrônomo?

É um mecanismo cuja origem data do século XIX e sua finalidade é estabelecer um padrão fixo e pré-estabelecido às notas musicais.

Hoje em dia existem no mercado diversos tipos de metrônomos digitais, assim como também é possível encontrar aplicativos para tablets ou smartphones com esta função.

O metrônomo funciona emitindo um som em intervalos de tempo previamente estipulados e precisamente regulares. A medida universal que se usa é a “BPM” (beap per minute, ou batidas por minutos).

Se você está aprendendo a tocar bateria, é fundamental que use um metrônomo sempre que for treinar. Além de te familiarizar com o instrumento, esse detalhe fará você se acostumar com o modo mais certeiro de tocar bateria.

Se colocarmos um metrônomo na unidade de 60 bpm, isso significa que em 1 minuto, o metrônomo vai “bater” 60 vezes, no caso, uma vez a cada segundo. Mas se ajustarmos para 120 bpm, ele vai disparar 120 batidas a cada minuto, ou seja, vai “tocar” 2 batidas a cada segundo, e assim sucessivamente. Quanto maior o bpm da música, significa que mais rápido será o seu andamento, ou o seu tempo, a cada minuto.

É a partir desse princípio das bpms que o baterista, assim como todo músico profissional, trabalha com as figuras rítmicas (musicais). Tanto a nota como o acorde de uma música têm duração determinada a partir das figuras rítmicas.

Aula de bateria – Aprenda a usar o metrônomo

Para dominar a bateria, você precisa iniciar dominando o metrônomo. E o segredo mais valioso para conseguir aprender a utilizar este mecanismo é introjetar o seu funcionamento. Mas como fazer isso?

O primeiro passo é memorizar o som, ou seja, internalizar as batidas do metrônomo através do som.

A técnica compartilhada aqui para internalizar o metrônomo chama-se técnica do solfejo: um estudo de percepção rítmica que consiste em “cantar” a duração de uma figura rítmica.

As três figuras rítmicas mais utilizadas e que serão trabalhadas aqui são semínima, colcheia e semicolcheia. Sendo internacionalmente populares, essas figuras rítmicas são utilizadas em repertórios do mundo todo. Qualquer coisa que você for tocar vai partir delas. A grande vantagem é que elas são bem simples de serem compreendidas.

Quando você internalizar o funcionamento da semínima, da colcheia e da semicolcheia no trabalho com o metrônomo, terá percorrido boa parte do caminho para tornar-se um baterista. Por este motivo, qualquer curso ou aula de bateria deve partir deste ponto para que o aluno comece com o pé direito no universo musical.

Aprendendo a tocar bateria – Como dominar o metrônomo em 4 passos

Aprenda o funcionamento do metrônomo e pratique bateria em cinco dias de forma fácil e rápida.

Basta seguir o seguinte exercício:

1º passo: Semínimas

A primeira figura rítmica com a qual que você vai praticar é a semínima. Quando você marca a semínima no seu metrônomo, cada “clique” que ele fizer vai valer 1 tempo. Ou seja, a semínima é a nota que vale um tempo.

Você vai solfejar (ou cantar) a nota dentro desse tempo e dessa forma irá internalizar a nota que vale 1 tempo. Ao mesmo tempo, você vai estalar os dedos ou bater palma no colo.

Se ficar muito difícil cantar a nota e estalar os dedos ou bater palma ao mesmo tempo, então você pode começar da maneira que for mais fácil para você. Pode ser apenas solfejando, ou apenas estalando os dedos. Mas é importante que depois você procure praticar intercalando solfejo com algum som de movimento com as mãos, seja estalando dedos ou batendo palma.

Como a semínima é a nota que dura um tempo, o som dela vai se estender de um bit (ou “clique”, dependendo de como é o som do seu metrônomo) para outro. Isso quer dizer que você irá solfejar (ou estalar os dedos, ou bater palmas na perna) a nota dentro desse espaço de tempo.

O ideal é treinar a semínima por tempo suficiente para sentir-se confortável com ela. É normal que as primeiras tentativas sejam um pouco atrapalhadas, mas calma: todo baterista profissional passou por isso também.

2º passo: Colcheia

A colcheia vale metade da semínima, ou seja, vale meio tempo. Se ela vale meio tempo, então você precisa colocar duas colcheias no intervalo entre um bit e outro.

É como se você partisse uma laranja ao meio e ficasse com duas metades. Ainda é uma laranja, só que dividida ao meio. Estas duas metades são as colcheias, portanto, você coloca duas notas para cada bit.

Estamos propondo exercícios que trabalham o preenchimento de tempo com som, mas o tempo também pode ser preenchido por pausas, que indicam a duração de um silêncio entre sons. É importante dizer que as pausas são tão importantes quanto o som na elaboração e execução de uma música.

3º passo: Semicolcheia

A semicolcheia vale ¼ de tempo, ou seja, é a colcheia partida ao meio, que resulta em duas metades da colcheia, que valem, cada uma, ¼ da semínima.

Se a semicolcheia vale ¼ de tempo, então você precisa colocar 4 partes para preencher um tempo, ou seja, serão 4 notas por bit e o solfejo será uma sílaba para cada nota. Assim, você distribuiu a duração das notas no bit adequadamente.

Este exercício com as figuras rítmicas vai fazer com que você aprenda a trabalhar a sua percepção auditiva e também a sua percepção sinestésica. Por isso é importante estalar os dedos ou bater o colo com a mão enquanto canta as notas, porque o seu corpo aprende e memoriza as notas com você.

4º passo: Pad

Os exercícios acima descritos têm como objetivo te fazer internalizar o tempo a partir das três figuras musicais mais importantes existentes. Basicamente, 90% do repertório que você tocará com a bateria são baseadas nessas figuras. Por este motivo é fundamental que você as compreenda, treine e aperfeiçoe regularmente.

O passo seguinte é estudar estas notas no seu pad; é criar uma memória muscular dessas figuras rítmicas.

Quando você aprende a escutar essas figuras rítmicas, você as internaliza. E depois vai precisar trabalhar com as mãos. É assim que se estuda tempo na prática da bateria.

Apesar de complexa, a bateria não é um bicho de sete cabeças. Com disciplina e comprometimento o aprendizado da bateria torna-se um momento de prazer e satisfação, principalmente para aqueles que sonham em dominar este instrumento.

Conheça outros conteúdos recheados de dicas e exercícios do nosso blog e fique ligado no nosso canal do Youtube, onde nós publicamos regularmente dicas úteis, exercícios e macetes para você aprender a tocar bateria de forma simples, rápida e confortável.

Vencendo a Preguiça de Estudar Bateria | Cap.7

DOMINGO, chuvinha batendo na janela… aquela vontade de ficar na CAMA… Como fazer?? Vem comigo batera que te mostro COMO: Vencer a Preguiça e Tocar Bateria!

 

Compre o Pad aqui: http://totempads.com.br/pad1a/

Aprenda como tirar músicas em tempo recorde aqui: https://marquesgalles.com.br/ab251118

Acesse meu site para mais aulas de bateria: https://marquesgalles.com.br/mg251118

Instagram: https://www.instagram.com/marques_galles/
Facebook: https://www.facebook.com/marquesgalles.com.br

Para mentorias, gravações e workshops envie um email para:
marques@drumcamp.com.br

PEDAL DUPLO EM 12 DIAS | Cap. 6

Batera, vamos descobrir comigo se é possível EVOLUIR no Pedal Duplo em 12 dias!!!

Assiste ao vídeo até o final!! Vamooo batera!

Compre o Pad aqui: http://totempads.com.br/pad1a/
Aprenda como tirar músicas em tempo recorde aqui: https://marquesgalles.com.br/ab241118 Baixe meu eBook gratuitamente: https://marquesgalles.com.br/eb241118
Nesse eBook eu ensino como você usar o rudimento paradiddle para criar grooves mais musicais e criativos. Além de trabalhar sua técnica de mão na bateria, esse passo a passo vai ajudar você desenvolver sua fluência rítmica no instrumento.

Como eu Ajudei Centenas de Bateristas Evoluir Bateria | Marques Galles | Drum Camp

Clique aqui para se cadastrar: http://cursobateriaexpress.com.br/edicaoespecial

Como Evoluir Igual a Esses Bateristas?

Batera, primeiro é com muito orgulho que eu estou postando esse vídeo, pois nada me deixa mais REALIZADO do que ver os meus alunos estudando e evoluindo a CADA DIA!

Segundo, vim responder a uma pergunta que muitas pessoas fazem… Com eu faço para evoluir na Bateria?

E a resposta é muito simples… Estudando!! Vem ver como esses bateras estão estudando e evoluindo a cada dia!